Estratégias de produção nas micro e pequenas empresas
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Descrição do projeto
A estratégia de produção, determinada pelo modelo de organização da produção adotado pela empresa, é fundamental para torná-la competitiva, principalmente se a empresa atua no setor industrial.
Estudos envolvendo empresas de maior porte mostram que aquelas que adotam modelos de produção fundamentados em técnicas da manufatura enxuta (fluxo sincronizado de materiais) têm conseguido altos níveis de competitividade. Isto tem sido refletido por meio de pesquisas que evidenciam uma forte inter-relação entre competitividade da empresa, as técnicas de manufatura enxuta e os indicadores de desempenho operacional. Ou seja, as empresas que exibem altos níveis para aqueles indicadores de desempenho que são alavancados pela adoção de técnicas de manufatura enxuta possuem alto grau de competitividade.
Este projeto de pesquisa busca relacionar o grau de competitividade das micro e pequenas empresas (MPE) com seu nível de envolvimento com as técnicas de manufatura enxuta.
Dois procedimentos metodológicos, a seguir descritos, serão utilizados.

Primeiro procedimento metodológico:
Passo 1. identificar, para os vários setores manufatureiros, as MPE que poderiam adquirir vantagem competitiva a partir da adoção de técnicas de manufatura enxuta. São aquelas empresas que competem em um ou mais dos seguintes campos da competição, conforme definidos por Contador (2003):
a) preço propriamente dito;
b) qualidade do produto;
c) diversidade de produtos;
e) prazo de entrega do produto;
Passo 2. Classificar esse conjunto de MPE em diversos grupos, conforme o nível de envolvimento com as técnicas de manufatura enxuta;
Passo 3. Quantificar o grau de competitividade dos diversos grupos de MPE;
Passo 4. Estabelecer a correlação estatística entre grau de competitividade de cada grupo de MPE com o nível de envolvimento com as técnicas de manufatura enxuta.

Segundo procedimento metodológico:
Passo 1. Idêntico ao mesmo passo do primeiro procedimento
Passo 2. dentro desse conjunto de empresas, identificar aquele grupo que adotou, em passado recente, técnicas de manufatura enxuta, diferenciando-as conforme o nível de envolvimento com essas técnicas;
Passo 3. avaliar, para cada empresa desse grupo, o grau de competitividade antes e após a adoção dessas técnicas;
Passo 4. testar estatisticamente se é possível concluir que, se uma empresa adotar técnicas de manufatura enxuta terá maior chance de ser competitiva.
A exeqüibilidade desse projeto depende de duas condições, que correspondem àquelas implícitas nos passos 1 e 3 dos procedimentos metodológicos descritos:
a) identificar, para os vários setores manufatureiros, as MPE que poderiam adquirir vantagem competitiva a partir da adoção de técnicas de manufatura enxuta; e
b) desenvolver um indicador que permita comparar o grau de competitividade de empresas pertencente a diferentes setores industriais.

Este projeto permitirá a participação de muitos alunos do programa de mestrado em administração da FACCAMP. Cada um dos participantes poderá estudar não mais que duas empresas que se diferenciem quanto ao nível de envolvimento com as técnicas de manufatura enxuta. Isto seria suficiente para gerar sua dissertação de mestrado. No momento em que se dispuser de um conjunto suficiente de estudos, as teses subjacentes aos objetivos do projeto poderão então ser testadas.
O projeto abrigará também pesquisas teóricas na fronteira do conhecimento sobre métodos quantitativos aplicados à problemas de planejamento de sistemas de produção, especificamente, em duas linhas:
a) modelos econômicos aplicados à manufatura enxuta; e
b) algoritmos de gerenciamento de projetos.
Na primeira linha de pesquisa, parâmetros relacionados com importantes técnicas da manufatura enxuta, tais como sistema kanban e troca rápida de ferramenta, são dimensionados por meio de modelos de otimização que consideram também fatores econômicos, além daqueles convencionais.
Na segunda, são desenvolvidos algoritmos matemáticos que auxiliem no planejamento de projetos, no que ser refere ao gerenciamento dos fatores tempo e custo.

Referência Bibliográfica
CONTADOR, José Celso. Modelo para Aumentar a Competitividade Industrial: a transição para a gestão participativa. São Paulo: Editora Edgar Blücher Ltda., 2003

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